sábado, 3 de março de 2012

Futebol

Nada mais imbecil que a troca de Farpas entre Pelé e Maradona, cada qual reivindicando para si o título de melhor do mundo.

Pra mim, a disputa tinha está entre Garrincha e Puskas. No mais, é mandar esses dois boçais (Pelé e Maradona) pra lá, do lado de lá, da barra do ceará. Pra tonga da milonga do cabureté.

Homenagem ao Armando Nogueira.

Easy rider a pé


Um colega postou no facebook uma música que eu gosto muito. Jethro Tull: “too old to rock'n'roll, too young to die”.
Fiquei pensando: as propagandas de carro de hoje são todas embaladas pelo rock'n'roll. Bandas como ACDC, Queen, Kinks e Rolling Stones são cada vez mais comum nos comerciais. É bom lembrar que até pouco tempo nesses comerciais predominavam outros estilos de música para transmitir a idéia de requinte, refino e pertecimento a uma elite.

Tudo leva a crer que a rebeldia está mais cordata. Virou garoto propaganda de uma geração que está tentando aprender a envelhecer e a se desvincular do culto à juventude, tão fortemente arraigado no Rock.

Encontramos a expressão dessa paixão do rock pela juventude no mote: "Living fast, die young" (Viva rápido, morra jovem). Difícil é aprender a usufruir vagarosamente das coisas da vida e morrer velho.
Fica a pergunta. Existe "Born to be Wild" (Musica do Steppenwolf, tema do filme "Easy Rider") para quem anda a pé?

Malafaias


Malafaias é o humorista do bizarro. A mistura de citações sinistras da bíblia com comentários de final de feira cria uma salada indigesta. O humor funciona para quem pode entrar no restaurante, ler o cardápio e ir embora.

O humor nonsense e involuntário do Malafaias serve de advertência. Existe algo de pedagógico na fala dele. Ela nos alerta dos descaminhos e combinações malucas que o ser humano pode criar para anular o que é diferente.

O nazismo é o exemplo mais clássico disso. Em sua essência, o nazismo é repetido à exaustão. Não nas mesmas proporções. (Ainda bem, há esperanças!!!)

Voltando ao malafaias: encontramos nele um exímio orador que combina afetos para influenciar opiniões.

Daí ele contar anedotas e causos para ilustrar a frase de um profeta hebreu obscuro de tempos imemoriais. Por isso ele pula e esperneia para demonstrar a eficiência de seu desprezo e garantir a sua contaminação. Em seguida, ajeita o paletó, respira fundo e retoma o discurso pausado da oratória tradicional.

Assistimos ele transitar com maestria do sussurro à vociferação, da coloquialidade ao paternalismo legislador.

O auge de seus programas é a passagem do tom admoestatório e superegóico do deus do velho testamento para o paternalismo amoroso e delicado do melhor cristão franciscano.

Na hora de pedir dinheiro.