sábado, 12 de abril de 2014

Rush: entre o popular e o experimental

Durante os 80, não sei porque, talvez pela influência do Malmsteen, Van Hallen, Steve Vai e companhia, costumava-se dizer - não raro com um tom professoral - que o Alex Lifeson não estava a altura do resto da banda. Me perguntava que patamar de completude musical era essa diante da qual o guitarrista do Rush deixava a desejar. Ainda bem que foi assim. De um tempo pra cá, as críticas silenciaram. Escutando ele na cerimônia de inclusão da banda na calçada da fama no ano passado, pensei: nunca ví um bla-bla-bla para dizer tanto.

Desde o início dos 70, eles partem do simples e se reinventam,sem deixar de ser experimental. Usam a técnica sem cair no virtuosismo mecânico, conseguem alcançar um certo grau de popularidade sem apelar para as facilidades do óbvio. Passaram por altos e baixos, mas sempre com uma honestidade que permeia até o pior de seus discos.

ps: olhando minhas fotos do começo dos 90 até hoje, me surpreendo ao me ver frequentemente com a camisa do Rush. Ainda hoje tenho uma camisa da banda no guarda-roupa que vira e mexe eu uso.

http://www.youtube.com/watch?v=qPGviiO6_EM


sábado, 5 de abril de 2014

Sensação diabólica.

Quando criança tinha medo da zebrinha do Fantástico. Depois dos trapalhões, que eu adorava e não perdia um episódio, vinha o balé bizarro de abertura do fantásico e então começava a famigerada loteria esportiva com aquele bicho medonho, olhos arregalados e voz estridente: - "Quinze de Jaú contra Treze de Piracicaba... coluna um, coluna do meio, coluna dois". (E a lingua de papelão que mexia...). Quando dava zebra, então, vinha uma risada macabra.
Depois da Zebrinha, perdi o medo de Jason, Cuca e fredy krugger.


Com Cervantes, Guimarães-Rosa e Manoel de Barros

Fiquei com a pergunta no juízo: chamar cata-vento de gerador aerodinâmico não é esquecer que poesia é brisa que escapa por entre os dedos?

terça-feira, 1 de abril de 2014

Origem do dia 01 de abril

No calendário tupi-romano-guaraní, o dia 01 de abril era dedicado ao culto do Saci. Conhecido pelas pegadinhas, podemos chamá-lo do Sérgio Malandro ou Joao Cleber de sua época. Mal visto pela cúria portuguesa durante o século XVII, as comemorações do 01 de abril foram banidas das festividades cristãs. Atualmente há um projeto de lei tramitando no congresso que propõe promover o resgate do culto ao Saci antecipando para o primeiro de abril a realização do pleito eleitoral.

domingo, 30 de março de 2014

Silogismos

Em tempos de estatísticas, números, copa, eleição e opiniões formadas.... peço ajuda ao meu filósofo preferido que "prova por a + b que a + b não prova nada".

http://www.youtube.com/watch?v=X-S5yDfkiaY


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Metallica (Ou "The Thing that should not be").

Difícil reconhecer a concisão da melodia, do peso, da poesia.

Depois da música feita, o chamado à repetição

Vem o impossível: fazer o mesmo diferente

Do timbre? Da força?


Como ver o futuro sem querer antencipá-lo?

Sabendo-se estranho, sendo o que não é

Reproduzindo o que já  foi

O Finito falho, a perpetuar-se.

domingo, 16 de junho de 2013

Ideogramas

Pedro, apontando a marca deixada pelo elástico do calção, solta o seguinte comentário: "olha, pai, as letras como eles escrevem no Japão".