sábado, 12 de abril de 2014

Rush: entre o popular e o experimental

Durante os 80, não sei porque, talvez pela influência do Malmsteen, Van Hallen, Steve Vai e companhia, costumava-se dizer - não raro com um tom professoral - que o Alex Lifeson não estava a altura do resto da banda. Me perguntava que patamar de completude musical era essa diante da qual o guitarrista do Rush deixava a desejar. Ainda bem que foi assim. De um tempo pra cá, as críticas silenciaram. Escutando ele na cerimônia de inclusão da banda na calçada da fama no ano passado, pensei: nunca ví um bla-bla-bla para dizer tanto.

Desde o início dos 70, eles partem do simples e se reinventam,sem deixar de ser experimental. Usam a técnica sem cair no virtuosismo mecânico, conseguem alcançar um certo grau de popularidade sem apelar para as facilidades do óbvio. Passaram por altos e baixos, mas sempre com uma honestidade que permeia até o pior de seus discos.

ps: olhando minhas fotos do começo dos 90 até hoje, me surpreendo ao me ver frequentemente com a camisa do Rush. Ainda hoje tenho uma camisa da banda no guarda-roupa que vira e mexe eu uso.

http://www.youtube.com/watch?v=qPGviiO6_EM


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