segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

À memória de Márquez

Gosto de receber postagens no Facebook com frases dos meus autores preferidos. Mesmo diante do risco da autoria duvidosa, essas pequenas doses de literatura em pílula me fazem pensar, pesquisar, ir aos livros e escrever. Daí produzo outras postagens. Uma delas, sobre Gabriel Garcia Márquez, eu transcrevo aqui.

"La muerte no llega con la vejez, sino con el olvido."

Lembro de Úrsula, a matriarca dos Buendia que, na velhice, falava as verdades da família no labirinto de suas recordações erráticas e evanescentes. Ela incorpora e transmuta algumas falas traços de Mina - Tranquilina -, avó materna de Márquez. O escritor relata que ela foi uma das principais influências de seu estilo. Márquez soube escutá-la e, com certeza, continua a transmitir o legado de Mina e de Úrsula.


"A avó Tranquilina Iguarán havia morrido dois meses antes, cega e demente, e na lucidez da agonia continuou discursando e divulgando com sua voz radiante e sua dicção perfeita os segredos da família" (Viver para contar, p. 337).

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