Cliff Burr foi o primeiro baterista do Iron Maiden. Sua batida é inconfundivel e, para muitos (incluo-me nesse grupo), ele é o melhor baterista que já passou pela banda.
Sabia que sofria de esclerose múltipla há pelo menos uma década e que, em consequência da doença, já havia perdido boa parte de seus movimentos.
Fora isso, pouco ouvi a respeito dele nos últimos vinte anos.
Apesar desse hiato, sua presença era constante na minha vida: na marcação, no cadenciamento e nas viradas das músicas dos primeiros
discos do Iron Maiden. Em especial, ficou para mim o som do chimbal, recurso da percursão ofuscado no heavy metal com a inserção cada vez mais frequente dos dois bumbos a partir da segunda metade dos 80.
Ontem ele faleceu. A notícia não me surpreendeu. Senti algo semelhante à sensação que fica após o ataque no prato da bateria no desfecho de uma música intensa e poderosa. Uma sensação que continua a ressoar sob o fundo de um silêncio que se insinua.
Segue "The Prisioner", do "The number of the Beast": http://www.youtube.com/watch?v=LNi7zHyYGg4
quinta-feira, 14 de março de 2013
sábado, 2 de março de 2013
Linguagem
Cada língua possui suas próprias
relações internas constituídas de modo mais ou menos fluido, mais
ou menos estável.
Gosto de pensar que tudo isso se
originou de um grande engano, ato enigmático, um inalcansável instante zero da
palavra.
Imagino esse momento como a expressão bruta de um afeto que teria sido inadvertidamente tomada por um interlocutor desavisado como uma fala portadora de um sentido.
Ali onde havia apenas um grito, um muxoxo, um resmungo, um suspiro, esse interlocutor arcaico teria interpretado uma mensagem dirigida a ele.
Daí então esse processo continua a se repetir e a produzir mais e mais sedimentos.
E aqui estamos nós, falando e nos desentendendo.
Imagino esse momento como a expressão bruta de um afeto que teria sido inadvertidamente tomada por um interlocutor desavisado como uma fala portadora de um sentido.
Ali onde havia apenas um grito, um muxoxo, um resmungo, um suspiro, esse interlocutor arcaico teria interpretado uma mensagem dirigida a ele.
Daí então esse processo continua a se repetir e a produzir mais e mais sedimentos.
E aqui estamos nós, falando e nos desentendendo.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Abbey Road
Pedro-McCartney antes de atravessar a rua. Na calçada, olha para mim e diz: "papai, vamos fazer que nem os beatles. Eu vou descalço e você, de sapato!!!"
Diarios da Guanabara
Pelos buracos da 222, sigo resignado, lendo Borges e Pamuk, escutando pink floyd, thinn lizzy, rush, rainbow... O sorriso dos filhos quando chego em casa não tem preço.
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