Cliff Burr foi o primeiro baterista do Iron Maiden. Sua batida é inconfundivel e, para muitos (incluo-me nesse grupo), ele é o melhor baterista que já passou pela banda.
Sabia que sofria de esclerose múltipla há pelo menos uma década e que, em consequência da doença, já havia perdido boa parte de seus movimentos.
Fora isso, pouco ouvi a respeito dele nos últimos vinte anos.
Apesar desse hiato, sua presença era constante na minha vida: na marcação, no cadenciamento e nas viradas das músicas dos primeiros
discos do Iron Maiden. Em especial, ficou para mim o som do chimbal, recurso da percursão ofuscado no heavy metal com a inserção cada vez mais frequente dos dois bumbos a partir da segunda metade dos 80.
Ontem ele faleceu. A notícia não me surpreendeu. Senti algo semelhante à sensação que fica após o ataque no prato da bateria no desfecho de uma música intensa e poderosa. Uma sensação que continua a ressoar sob o fundo de um silêncio que se insinua.
Segue "The Prisioner", do "The number of the Beast": http://www.youtube.com/watch?v=LNi7zHyYGg4

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