segunda-feira, 15 de abril de 2013

O ateísmo errante (Ou Dawkins com Freud) II - O medo e a fé

O medo, sim, é humano. Nele eu acredito.

Não falo do medo dos animais.

Por mais que haja todo um aparato corporal subjacente às reações de medo no homem, o medo humano é atravessado pela linguagem, pela cultura.

O inconóscível é o ponto de partida de todo conhecimento ... e seu limite.

O inconóscível é o campo da experiência do medo.

O medo atualiza aquilo que escapa á simbolização: a morte, o sexo, a procriação, o insuportável na relação com os outros.

Como ter certeza do que eu represento para os outros?

Como dizer tudo para alguém supondo que é capaz de entender tudo que foi dito? 

E como dizer algo para alguém acreditando que, para além, nada há mais para ser dito?

A fé, por sua vez, é a contrapartida ao medo humano.

O medo e a fé são humanos:

Não há vivente falante sem um ato de fé,

Não há vivente falante que não tenha tido a experiência do medo.

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