segunda-feira, 15 de abril de 2013

O ateísmo errante (Ou Dawkins com Freud) III

Dawkins escreveu que a religião é um delírio.

Freud, bem antes de Dawkins, disse que a religião se trata de uma ilusão, uma resposta à experiência de desamparo do homem

Se uma ilusão é sistematizada, torna-se um delírio, em um uso mais flexível dessa palavra.

Ingressa-se no discurso das religiões pela via da fé, pelo consentimento em se compartilhar uma ilusão.


A partir dos dois, podemos afirmar que o delírio individual surge antes do delírio compartilhado.

Dito tudo isso, considero difícil de se sustentar uma modalidade de ateísmo que se pretende fundamentar radicalmente em evidências. "A ciência um dia irá responder..."


Não deposito tanta fé na ciência assim. Pelo menos numa ciência que não reconhece limites.

Se eu deliro? É possível que às vezes sim... Mas duvido: se estou certo e, ao mesmo tempo, se sou entendido.

Nada impede que agora esteja convicto do que digo.


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