Algum tempo depois, cai na tentação - que reconheço desnecessária e inútil - de explicar a piada. Como tenho a sensação de desaparecer quando produzo uma piada genuína, algo que me ultrapassa, tomo o texto como proferido por outra pessoa.A opção pela sequência das frutas cítricas para substituir "irmãos" acrescenta um azedinho na doçura excessiva e artificial da versão original. Faz oposição à ilusão incestuosa da completude pelo amor.
O que interessa no comentário dessa piada requentada é pensar a transferência no cotidiano. Freud apostou que há uma verdade pulsional inerente aos enganos do amor e que todo amor é transferencial. Para Lacan, a trasferência concerne ao encontro faltoso com o real.Sobre o mito de Aristófanes: http://paodelo.wordpress.com/2009/03/07/o-amor-segundo-aristofanes-in-o-banquete-de-platao/
Fábio Junior - Almas gêmeas: http://www.youtube.com/watch?v=S5SAZGSL6LI
Genival Santos - Eu não sou brinquedo: http://www.youtube.com/watch?v=3HxMNc30i1Y
Gostei!
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